Planejamento e controle de obras: prazos, custos, qualidade e meio ambiente

Estratégias e boas práticas para a redução de riscos financeiros, ambientais e com clientes

No dia 20/10/2015, oito palestrantes e 143 profissionais da cadeia produtiva da construção participaram da quarta oficina temática promovida pelo EnRedes – Planejamento e controle de obras: prazos, custos, qualidade e meio ambiente.

Na parte da manhã, foi discutido o atual cenário de mercado e o quanto o planejamento e controle de obras pode ser estratégico para minimizar riscos financeiros, de produção e com clientes. Foram apresentadas e discutidas também boas práticas e novas formas de construir, visando o aumento da produtividade e eficiência da construção.

Na parte da tarde, foram apresentados novos conceitos e métodos para a gestão de custos a construção, de modo a integrar os processos de projeto, planejamento e execução. Além disso, foram apresentados vários cases e soluções em canteiros de obras para diminuição de impactos ambientais, reduções de custos e consumo de energia, água e resíduos.

A oficina foi organizada em um ambiente descontraído para possibilitar a interação direta entre os participantes e palestrantes e o fortalecimento de networking. Foi lançado na oficina um aplicativo exclusivo do EnRedes para propiciar a ampliação dos contatos e trocas de experiência entre todos os participantes, indo além do próprio evento.

 

Planejamento e pré-obra

Em um mercado recessivo, em que os recursos diminuem, a concorrência aumenta e a produtividade é cada vez mais necessária, planejar estrategicamente um empreendimento torna-se essencial para minimizar riscos de várias naturezas. Por isso, a oficina trouxe a discussão sobre a importância da elaboração de planos e de gestão de todo o processo que envolve o pré-obra para a garantia de entrega de empreendimentos nos prazos, custos e qualidade previstos.

Foram apresentadas algumas abordagens essenciais para o planejamento de obras, desde o processo de desenvolvimento de projeto, passando pelas áreas de gerenciamento e gestão de projetos, até o acompanhamento de projetos nos canteiros e controle de sua execução. A ideia de planejamento e gestão integrada, valorizando as premissas de projetos, a pré-engenharia, a gestão de projetos, somada à governança corporativa de obras comprovaram eficiência para a minimização e controle de riscos técnicos do empreendimento (ambientais, custos, prazos, qualidade), assim como para o aumento da produtividade.

 

Produtividade

O setor da construção apresenta baixos índices de produtividade, justificados ainda por altos índices de perdas de recursos e materiais, má utilização mão-de-obra, não adoção de sistemas construtivos inovadores, principalmente os industrializados.

Neste sentido, a produtividade foi abordada na oficina com diversos cases e soluções adotadas por empresas, com exemplos de constituição de bancos de informações, utilização das informações e análise dessas informações para a melhoria da gestão de sua produção em todos os níveis, levando sempre em consideração o projeto do produto, projeto do processo e a organização do trabalho e suas variáveis.

Casos práticos foram mostrados e discutidos com a aplicação de conceitos da Lean Construction, em que os objetivos são produzir o máximo, consumindo o mínimo, reduzindo as atividades que não agregam valor ao produto, definindo um fluxo de produção em função do ritmo, escopos e recursos, adaptando-os às características peculiares e de variabilidade do setor da construção, para contribuírem com o aumento da produtividade.

Foram também apresentados cases e reflexões sobre a adoção de novas tecnologias e sistemas construtivos pela construção, destacando-se a produtividade no processo construtivo em paredes de concreto, em que se conferiu alta produtividade, baixo custo de construção, redução de mão-de-obra, confiabilidade técnica, qualidade do produto e boa aceitação pelo usuário final.

 

Custos e meio ambiente

O processo orçamentário é considerado um assunto complexo na construção, considerando que os custos nas diversas fases de um empreendimento evoluem, passando por estimativas iniciais, estudos de viabilidade, evolução dos projetos e controle de custos durante a obra. Em geral, o setor ainda estima custos através do valor do m² por área do histórico dos empreendimentos, o que pode induzir a erros, dependendo da variação de especificações e quantidades que ocorrem de um projeto para outro.

Por isso, foram apresentados novos métodos de estimativas de custos nesta oficina. Um modelo visa gerar Estimativas de Custos Paramétricas, com base na definição de parâmetros de projetos disponíveis nas diversas fases do empreendimento, estruturação do custo da construção em suas diversas partes, análise do custo de cada uma das partes em função dos parâmetros mais influentes no seu custo e de toda e qualquer contratação de serviços de construção, acumulando o conhecimento de forma ordenada (algoritmos) e utilização dos algoritmos em novos projetos e análise de possíveis distorções. A utilização desse método, cujo processo de análise deve ser acompanhado de conhecimento sobre o negócio, planejamento, custos e dados históricos consistentes, a fim de gerar parâmetros confiáveis, possibilita obter tanto custos consistentes em fases iniciais do empreendimento como referências para o processo de contratação da obra com antecedência.

Outro método apresentado, o Custo Unitário Geométrico, foi desenvolvido para agilizar e precisar melhor a estimativa de custos na fase inicial do desenvolvimento de projetos, considerando também a produtividade e os custos indiretos da empresa e as características do projeto em desenvolvimento. O método adota, entre as variáveis do custo unitário final, as características geométricas do projeto e se baseia no estudo de uma base de dados de projetos de referência para construir um modelo matemático que a represente e sirva para a estimativa de custo dos futuros projetos.

Foi debatida neste último painel a necessidade e importância de as empresas da construção identificarem riscos e custos ambientais envolvidos em suas atividades, principalmente diante do impacto de suas obras no meio ambiente e da escassez crescente de recursos naturais. Vários cenários de prejuízos ao meio ambiente e à natureza em nível mundial e local, principalmente advindos do excesso de emissão de carbono, de consumo de água e energia e geração de resíduos, alimentaram o debate, assim como os exemplos de obras que adotaram soluções tecnológicas ou práticas sustentáveis para diminuir riscos, custos e recursos nos canteiros.

 

Na programação abaixo, você pode acessar as palestras e os cases apresentados

 

PROGRAMAÇÃO 20/10

Clique nos nomes dos palestrantes para acessar os currículos

8h00 Credenciamento | Good Morning Coffee

8h30 Abertura

Roberto de Souza (Presidente do CTE)

 

Painel I – Planejamento e pré-obra

9h00 A Importância do planejamento e controle de obras em um mercado recessivo

Giancarlo De Filippi (Diretor da Unidade de Gerenciamento de Projetos & Obras do CTE)

9h30 Melhorias no processo de projeto e impactos no planejamento e custos de empreendimentos

Resmundo Manga Conte (Chief Country Manager da BAC Engineering Consultancy Group)

10h00 Debates

10h30 Coffee Break

 

Painel II – Produtividade

11h00 O entendimento da produtividade como suporte para o aumento da eficiência na Construção

Ubiraci Espinelli Lemes de Souza (Diretor da Produtime e da Indicon, Professor da EPUSP)

11h30 Produtividade em ambientes enxutos: a contribuição da Lean Construction - Casos Reais

Antonio Sergio Itri Conte (Diretor da Logical Systems Consultoria)

12h00 Produtividade em obras de paredes de concreto

Paulo Flaquer (Diretor de Engenharia da RPS Engenharia)

12h30 Debates

13h00 Business Lunch

 

Painel III – Custos e meio ambiente

14h00 Custo Unitário Geométrico: transformando dados históricos em inteligência e vantagem competitiva

Flavia Lima (Diretora da CUG Consultoria)

14h30 Gestão de custos utilizando o orçamento parametrizado no estudo de viabilidade e no processo de projeto

Cilene Marques Gonçalves (Senior Cost Manager da Tishman Speyer)

15h00 Controle ambiental de obras com foco na redução de custos e riscos

Daniel K. Ohnuma (Gerente de Consultoria em Obras Sustentáveis do CTE)

15h30 Debates

DESTAQUES DO ENCONTRO

 

A emissão de gases de efeito estufa (GEE) deste evento foi calculada pelo CTE e foram plantadas pela empresa Curupira 51 árvores para neutralizar os efeitos das emissões de CO2.

Total de emissões do evento (kgCO2e) = 8.779,36

Capacidade média de retenção de CO2 por árvore durante 20 anos = 175,14

Número de árvores plantadas para neutralização de GEE deste evento = 51

 

 

 

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