Eficiência energética e comissionamento

em empreendimentos comerciais

Os debates focaram nas mudanças ainda necessárias para otimização da eficiência energética e do comissionamento

No dia 30 de setembro, cinco palestrantes e 107 profissionais da cadeia produtiva da construção participaram da terceira oficina temática de 2014 promovida pelo CTE/EnRedes – Eficiência energética e comissionamento em empreendimentos comerciais.

Foram apresentadas as tecnologias disponíveis no mercado e como elas estão sendo empregadas nos empreendimentos para torná-los mais sustentáveis e eficientes. Também foi pontuada a importância da aplicação de novas tecnologias para economia de recursos naturais já na fase de projeto, a fim de evitar a adequação custosa e complexa de um empreendimento para atender a esses requisitos posteriormente.

Quanto ao comissionamento de empreendimentos, muitos ainda são os desafios que precisam ser vencidos, entre eles o entendimento de seus objetivos e atribuições para melhorar o desempenho da edificação e a necessidade de treinamento das equipes de operação e manutenção para o uso das novas tecnologias. Foi destacada ainda a necessidade de aplicar o comissionamento desde o início dos projetos, tendo-se assim um monitoramento contínuo e aplicado em todas as fases da obra.

Na programação ao lado, você pode acessar as palestras e os cases apresentados. Abaixo, você confere as principais reflexões desta oficina.

 


 

Tecnologias, projetos e custos

  • Estão disponíveis no mercado inúmeras e eficientes tecnologias que possibilitam eliminar o desperdício dos recursos naturais ou aproveitá-los de forma racional, reaproveitar os insumos e fontes sem impactar o meio ambiente, assim como gerar ganhos significativos com a economia de água, energia, materiais, etc. A pergunta, então, é como escolher a melhor tecnologia? O fator mais importante para esta escolha será, mais do que a própria tecnologia, a decisão sobre qual estará de acordo e compatível com o projeto a ser desenvolvido. De nada adianta escolher uma tecnologia de ponta se ela não estiver em sintonia com a concepção do projeto global da edificação e de sua intenção de gerar alto desempenho.

  • A fase de projeto e especificação de materiais e equipamentos, portanto, é muito importante e exerce grande impacto no resultado final do edifício. É preciso levar em conta uma série de fatores e detalhes que poderão impactar diretamente, por exemplo, no isolamento térmico, na infiltração de ar e água, na iluminação, nas trocas de calor, etc. Hoje vários softwares simulam o uso de tecnologias ainda na fase de projeto, o que é uma vantagem. Porém, os projetos devem considerar não só a compatibilização física, mas o fato de que um edifício precisa ser funcional e dimensionado para receber essas novas tecnologias. Por isso, desde o início, deve-se pensar na sinergia entre as áreas de projeto, construção e operação.

  • Um mito veiculado fortemente no mercado é o de que erguer um edifício sustentável custa muito mais caro. Na realidade, vários estudos e casos apresentados demonstraram que a elevação do custo final de um empreendimento está ligada mais às mudanças para adaptar um projeto, tornando-o mais sustentável, quando este já entrou em fase de obras. O ideal, para obter os melhores resultados econômicos e ambientais do empreendimento, é definir todos os quesitos sustentáveis e estruturar sua implantação logo no início do projeto.

 

Atribuições do comissionamento e desafios para manutenção e operação

  • O comissionamento é fundamental para controle de projeto, prazo, custo, fornecedor, operação e manutenção da edificação, ordenando as atividades a serem realizadas em todas as etapas de um empreendimento. O comissionamento orienta a qualidade e permite atingir as premissas adotadas inicialmente no projeto e durante as fases da obra. Também permite fazer registros e obter indicadores para análise de melhorias e possibilita uma medição setorizada de insumos para se verificar o desempenho de equipamentos e tecnologias aplicados. O comissionamento, enfim, melhora a eficiência, reduz impactos e pode ser aplicado em todas as fases, da concepção à execução e manutenção do empreendimento, e por diferentes empresas.

  • Uma das questões discutidas foi a falta tanto da manutenção preventiva dos edifícios como a melhor preparação das equipes para lidar com as novas tecnologias empregadas. As tecnologias estão sendo mal gerenciadas ou usadas inadequadamente, por desconhecimento de procedimentos e práticas. Faltam manuais e treinamentos adequados para as equipes de operadores e análise de dados de performance do gerenciamento para que este setor possa melhorar. Entre os fatores de sucesso da operação e manutenção predial, que implica em ganho no desempenho econômico e ambiental, foi destacado o conhecimento do projeto e das tecnologias empregadas, bem como do funcionamento dos sistemas, segundo os parâmetros especificados pelos fornecedores, além de uma boa gestão documental dos projetos.

 

Propostas e agente de mudanças

  • Durante o evento foi realizada uma dinâmica de grupo com os participantes da oficina, com objetivo de pontuar quais mudanças deveriam ocorrer no mercado da construção tendo em vista os temas abordados na oficina: eficiência energética e comissionamento. As propostas foram compiladas e apresentadas ao final do evento por Roberto de Souza, Diretor Presidente do CTE.

  • Disseminar melhor o conhecimento de processos e tecnologias; conscientizar clientes e usuários da importância de uma gestão sustentável; integrar todos os setores da construção e aumentar a sinergia entre disciplinas de arquitetura e engenharia, promover projetos que gerem demanda de novas tecnologias; investir em capacitação técnica produtiva; e desenvolver políticas públicas de incentivo fiscal, tecnológica e normativa, foram algumas das propostas elencadas.

  • Quanto aos agentes dessas mudanças, foram considerados como principais o governo federal, estadual e municipal, as associações de classe, escolas técnicas e universidades, e todos os envolvidos no processo de decisão no desenvolvimento dos empreendimentos: empreendedores, consultores, fornecedores, administradores prediais, profissionais e empresas de consultoria na área.

PROGRAMAÇÃO 30/09

Clique nos nomes dos palestrantes para acessar os currículos

8h00 Credenciamento | Good Morning Coffee

8h40 Abertura | Roberto de Souza (Presidente do CTE)

Roberto de Souza (Presidente do CTE)

 

Painel I

9h00 A sinergia entre tecnologia de sistemas prediais, eficiência energética e comissionamento

Eduardo Yamada (Gerente de Sistemas Prediais do CTE)

9h40 O processo de comissionamento: sustentabilidade e qualidade dos sistemas prediais nos empreendimentos

Enio Akira Kato (Diretor da Nittoguen Engenharia)

10h10 Debates

10h40 Coffee Break

 

Painel II

11h10 Estratégias de eficiência energética em empreendimentos sustentáveis: um panorama nacional

Leticia Neves (Gerente de Eficiência Energética do CTE)

11h40 Eficiência energética em sistema de transferência de calor

Oswaldo de Siqueira Bueno (Diretor da Oswaldo Bueno Engenharia)

12h10 Edificações corporativas sustentáveis – do comissionamento a operação: desafios, dificuldades e oportunidades

Lamberto Grinover (Diretor Sênior de Propriedades da Tishman Speyer)

12h40 Debates

13h10 Business Lunch

DESTAQUES DO ENCONTRO
A emissão de gases de efeito estufa (GEE) deste evento foi calculada pelo CTE e foram plantadas pela empresa Curupira 25 árvores para neutralizar os efeitos das emissões de CO2.
Total de emissões do evento (kgCO2e) = 4.335
Capacidade média de retenção de CO2 por árvore durante 20 anos = 175
Número de árvores plantadas para neutralização de GEE deste evento = 25

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