Desempenho, gestão e controle da qualidade

na construção e a satisfação do cliente

Os debates focaram na mudança de paradigmas para o atendimento à Norma de Desempenho

No dia 29 de outubro, cinco palestrantes e 145 profissionais da cadeia produtiva da construção participaram da quarta oficina temática de 2014 promovida pelo CTE/EnRedes –Desempenho, gestão e controle da qualidade na construção e a satisfação do cliente.

O principal tema que permeou todas as apresentações foi a Norma de Desempenho NBR 15.575, que entrou em vigor em julho de 2013. A oficina veio não só reforçar a necessidade de preparação para atender os requisitos normativos estabelecidos, mas também trouxe exemplos de como algumas empresas e associações estão agindo para garantir o cumprimento da norma.

O uso de softwares como BIM foram apontados como ferramentas importantes para auxiliar projetistas e construtores na simulação de desempenho dos materiais, componentes e sistemas dos empreendimentos. Além disso, foram apresentadas as responsabilidades jurídicas do setor imobiliário e dos clientes finais que a Norma de Desempenho passou a estabelecer com clareza.

Na programação ao lado, você pode acessar as palestras e os cases apresentados. Abaixo, você confere as principais reflexões desta oficina.

 


Qualidade e desempenho atrelados

A Norma de Desempenho NBR 15.575 deu força de lei a diversas normas técnicas já existentes, embasando-as com critérios de desempenho e índices mínimos de qualidade a serem atendidos pelas edificações habitacionais. Também passou a prever métodos de avaliação para que o comportamento de materiais, soluções e tecnologias ao longo da vida útil das edificações seja demonstrado e comprovado. Agora, novos e antigos componentes precisam ser reavaliados tendo em vista os níveis de exigência estabelecidos pela Norma. Estes ainda podem funcionar como diferenciais competitivos, se a empresa quiser ir além do critério mínimo exigido, passando para níveis intermediários ou superiores.

O sistema de gestão da qualidade nas empresas pode ser adequado também às exigências da Norma, tornando-se assim o Sistema de Gestão da Qualidade e Desempenho. Desta forma, o sistema será eficaz não só para orientar os profissionais no cumprimento das exigências normativas, mas também para verificar a qualidade real da obra e o efetivo desempenho dos sistemas e soluções adotados, o que poderá evitar erros de projeto, comprometimento do empreendimento e dos materiais utilizados e ainda garantir a satisfação do cliente, que agora passa a ser o ‘agente certificador’ da qualidade e do desempenho da edificação.

 


Responsabilidades do setor

No campo jurídico, a Norma de Desempenho passa a ter grande efeito e será referência para possíveis ações judiciais, apesar de seu maior impacto estar previsto para daqui oito anos, quando as edificações regidas pela Norma forem entregues e sua garantia estiver em vigor.

A Norma define uma cadeia de responsabilidades a todos os players do setor imobiliário, desde o incorporador até o fornecedor no que diz respeito tanto à fabricação de materiais e componentes, como ao projeto e à execução das obras. Por outro lado, a Norma atribui aos usuários a adequada operação e manutenção do empreendimento, de acordo com as orientações do manual de utilização, que deve ser elaborado o mais detalhado possível, pois pode ser um elemento fundamental de defesa das empresas, caso ocorram patologias ou falhas quanto à qualidade e desempenho em qualquer área da edificação. Além do manual, é recomendado um memorial descritivo detalhado do empreendimento e o arquivo pelas empresas de todos os registros de ensaios e de documentos que atestem tanto o desempenho como a durabilidade dos produtos usados na construção da edificação.

Portanto, a realização de ensaios de acordo com os critérios da Norma é de extrema importância para demonstrar de que maneira os sistemas e seus componentes se comportam quando afetados por fogo, água, som, calor, frio e diversos outros impactos que poderão interferir na vida dos usuários. Para isso, uma das dificuldades a serem superadas no Brasil é a falta de laboratórios adequados e capacitados para realizarem os testes necessários. Outra ação necessária para o setor é a intensificação da capacitação dos profissionais de todas as empresas da cadeia produtiva na Norma de Desempenho.

 


Mudança de paradigma

O envolvimento de todos os segmentos da cadeia e o autorregulamento do setor são mudanças importantes que devem ser cada vez mais estimuladas ao longo dos próximos anos. Já existem casos, como o da Associação do Drywall, em que foi criado um programa de revisão de todos os sistemas de acordo com os requisitos alinhados à Norma de Desempenho, antecipando-se a futuros problemas e criando um diferencial competitivo para os produtos, a partir do momento em que informações já ensaiadas e comprovadas estão geradas para todos os players.

Vincular o uso do BIM à fase de projeto, para realização de simulações de desempenho, avaliação e análise dos materiais, é outra mudança que vem sendo implantada. Mas, para isso, ainda é preciso investir em registro de objetos na base de dados do software, segundo as especificações de fornecedores que já tenham realizado ensaios técnicos de acordo com as exigências da Norma. Além disso, obter feedback dos usuários para chancelar as simulações realizadas pelo BIM é de vital importância para a boa utilização dessa tecnologia.

 

PROGRAMAÇÃO 29/10

Clique nos nomes dos palestrantes para acessar os currículos

8h00 Credenciamento | Good Morning Coffee

8h45 Abertura | Roberto de Souza (Presidente do CTE)

Roberto de Souza (Presidente do CTE)

 

Painel I

9h10 Qualidade e Desempenho das Edificações

Márcia Menezes (Diretora da Unidade de Inovação & Tecnologia do CTE)

9h40 Aspectos jurídicos relacionados à Norma de Desempenho

Dr. Carlos Pinto Del Mar (Advogado da Pacífico e Del Mar, Advogados – Escritórios Associados)

10h10 Debates

10h30 Coffee Break

 

Painel II

11h00 O impacto da Norma de Desempenho em empresa de incorporação e construção

Luiz Cláudio Mazzini Gomes (Diretor da Mazzini Gomes Construtora e Incorporadora)

11h30 Norma de Desempenho e BIM: a tecnologia digital na simulação de desempenho das edificações

Miriam Addor (Presidente da AsBEA)

11h50 O papel do fabricante na qualidade e desempenho da edificação

Luiz Antonio Martins Filho (Gerente Executivo da Associação Brasileira do Drywall)

12h10 Debates

12h40 Business Lunch

DESTAQUES DO ENCONTRO
A emissão de gases de efeito estufa (GEE) deste evento foi calculada pelo CTE e foram plantadas pela empresa Curupira 25 árvores para neutralizar os efeitos das emissões de CO2.
Total de emissões do evento (kgCO2e) = 3.254,97
Capacidade média de retenção de CO2 por árvore durante 20 anos = 175kg
Número de árvores plantadas para neutralização de GEE deste evento = 19

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