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Inovação 10 de Setembro de 2018

Pesquisa CTE/StartSe aponta 255 startups de construção no Vale do Silício

Capital investido em construtechs na região soma 1,6 bilhão de dólares em 2018

 

O Centro de Tecnologia de Edificações CTE/EnRedes e a StartSe realizaram em parceria um mapeamento de 255 startups do setor de construção no Vale do Silício. O estudo mostra que o volume de capital investido em construtechs em 2018 é de 1,6 bilhão de dólares na região, valor quatro vezes maior do que em 2014. Já as negociações crescem de maneira constante no longo prazo, conforme o setor se digitaliza. O setor de construção ainda é considerado um dos menos digitalizados do mundo, com menos de 1% das receitas gastas com softwares, perdendo apenas para a agricultura.

“A iniciativa de fazer o mapeamento surgiu quando começamos a identificar onde estavam os polos de inovação mais significativos no mundo. E o Vale do Silício é considerado o berço das startups. Achamos oportuno entender a dinâmica desse ecossistema e quais eram as startups focadas no setor de construção, como uma referência mundial”, comenta o presidente do CTE/EnRedes, idealizador da Rede Construção Digital, Roberto de Souza.

Para o Head of Corporate da StartSe no Vale do Silício, Luiz Neto, essas startups podem levar tecnologia de ponta e digitalizar diversos processos de construção civil. “Isso significa um ganho absurdo em produtividade e no bottom line, mais dinheiro no bolso, em menos tempo”, diz.

Ao Brasil, ainda falta maturidade quando se fala de inovação por meio de startups. Falta para as empresas entender como fazer uma conexão estratégica, alinhar os ganhos financeiros e perceber o valor gerado, na avaliação de Neto. “O primeiro passo é as empresas se aproximarem dessas startups. Isso pode ser feito através da criação de coworkings e Labs, onde investem, conectam seus executivos e começam a entender como as startups do setor funcionam, quem são as pessoas e como isso pode gerar negócios no futuro”, explica.

 

“Essas startups podem levar tecnologia de ponta e digitalizar diversos processos de construção civil. Isso significa um ganho absurdo em produtividade e no bottom line, mais dinheiro no bolso, em menos tempo.”

Luiz Neto, Head of Corporate da StartSe

 

A StartSe, por meio do Corporate USA e do produto Corporate Venture as a Service, auxilia as empresas que desejam promover parcerias ou contratar serviços dessas startups no Vale. “Após entender quais soluções tecnológicas são mais adequadas à estratégia e momento da empresa, nós as conectamos com as startups e ajudamos a estruturar modelos de parcerias, investimentos ou provas de conceito”, conta.

O mapeamento das 255 startups de construção considerou apenas as startups investidas por Venture Capital e Corporate Venture Capital, sendo excluído o mercado de Private Equity.

O estudo mostra que as startups seguem uma classificação de acordo com o seu nível de maturidade que, em um estágio inicial, varia de ‘Anjo’ e Seed até as Séries A e B. E em um estágio mais avançado, evolui para as Séries C, D, E e F.

Uma das razões do valor dos investimentos em construtechs ser tão elevado em 2018 está relacionada as startups Série C, que já têm product/fit com o mercado comprovado e estão buscando investimentos para expansão em larga escala, novas fontes de mercado e novas fontes de receita, e representam 1 bilhão de dólares desta fatia. Apesar disso, é possível observar também um amadurecimento geral do setor, com startups evoluindo do estágio de aceleradora e ‘Anjo’ para Seed, Series A, Series B e Series C.

O ticket médio de investimento em startup na região reflete a maturidade do setor. Em 2018, ele foi de 42,4 milhões de dólares, quase 3 vezes maior do que 2017, quando chegou a 14,2 milhões de dólares.

 

“A transformação digital é inevitável no setor da construção. Qualquer empresa brasileira pode se aproximar das startups mapeadas e fazer o negócio que for mais interessante, seja na compra de serviços ou até na realização de investimentos.”

Roberto de Souza, Presidente do CTE
 

Segundo Neto, o ideal é investir em startups que se encontram nas Series B, pois essas empresas já se provaram bem no mercado, têm um product/fit bom, e estão precisando de combustível para expandir. “Por ser menos arriscada do que as etapas anteriores, normalmente as empresas atuando como Corporate Venture Capital optam por entrar em Series B. É o melhor “risco/benefício”, alega.

Em relação ao volume, analisando o período de 2014 a 2018, as startups estão desta forma distribuídas no mercado de construção:

  • Hard Cost (32%) - Segmento que engloba tudo o que esteja relacionado a materiais, energia, equipamentos, veículos, smart home, HVAC e pinturas.
  • Soft Cost (23%) - Segmento que engloba tudo o que esteja relacionado a project management, inspeção da construção, gerenciamento de contratos e design do empreendimento.
  • Real State (30%) - Segmento que engloba tudo o que esteja relacionado a marketing, empréstimos, gerenciamento de transações, gerenciamento da propriedade, investimentos, seguros, espaços compartilhados, compra e locação de propriedades.
  • Infraestrutura (15%) - Segmento que engloba tudo o que esteja relacionado a smart cities, pré-projeto e relações com o governo.

Dentro do Hard Cost, foi possível identificar que a maioria das startups (46,9%) está fazendo o uso da Internet das Coisas ou Internet of Things (IoT), no termo em inglês.

Em relação a distribuição das startups, é possível perceber que São Francisco é o grande polo, com 42% da indústria concentrada na região. Em segundo lugar, está Palo Alto, com quase 7% das startups, uma diferença de cerca de 35% em relação ao primeiro colocado.

“Qualquer empresa da Rede Construção Digital pode se aproximar das startups mapeadas e fazer o negócio que for mais interessante, seja na compra de serviços ou até na realização de investimentos. Essa negociação é feita diretamente via StartSe”, reforça Souza.

Em agosto, a Missão Construtech Startup Business Meeting, iniciativa da Rede Construção Digital, organizada pelo CTE/EnRedes e a StartSe, levou 16 representantes de 14 empresas brasileiras para conhecer o ecossistema de inovação do Vale do Silício e uma seleção de startups do setor de construção, que integram esse mapeamento. Saiba mais aqui.

 

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